Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas.
E você não está neste mundo para viver as minhas.
Você é você, e eu sou eu,
E, se por acaso, nós nos encontrarmos, será ótimo.
Se não, nada se pode fazer. [Pearls]

É importante este desprendimento...isso é liberdade, amor, verdade....
muito além da nossa compreensão, e das nossas possibilidades mortais...
É importante o ato de sabermos que só estamos junto de algo
ou de alguém por que de fato queremos estar...
É importante saber que somos livres para ir e vir...

sábado, 10 de abril de 2010

Não-Mente

O estado da não-mente é o estado do divino.
Deus não é um pensamento mas a experiência
de estar sem pensamentos.
Ele não é um conteúdo na mente; ele é a explosão
quando a mente fica sem conteúdo.
Este não é um objeto que você possa ver;
é a própria capacidade de ver.
Não é o que é visto senão aquele que vê.
Ele não é como as nuvens que se jutam no céu,
mas o próprio céu quando não há nenhuma nuvem.
Ele é esse céu vazio.

Quando a consciência não estiver indo
para algum objeto externo,
quando não houver nada para ver,
nada para pensar, somente vacuidade ao redor,
assim você recai em si mesmo.
Não há para onde ir -
a pessoa relaxa na própria fonte do ser,
e essa fonte é Deus.
Seu ser interior é simplesmente o céu interior.
O céu é vazio, mas é esse céu vazio
que contém todas as coisas,
toda a existência, o Sol, a Lua, as estrelas,
a Terra, os planetas.
É o céu vazio que dá espaço para tudo que é.
É esse céu vazio que é a base de tudo que existe.
Coisas vêm e vão e o céu permanece o mesmo.
Exatamente da mesma maneira, você tem um céu interior;
esse também é vazio.
Nuvens vêm e vão, planetas nascem e desaparecem,
estrelas surgem e morrem,
e o céu interior permanece o mesmo, intocado, imaculado.
Chamamos esse céu interior de sakshin, a testemunha –
e esse é todo o objetivo da meditação.
Vá para dentro, desfrute o céu interior.
Lembre-se, o que quer que você possa ver, você não é isso.
Se puder ver pensamentos, então você não é pensamento;
se puder ver seus sentimentos, então você não é
seus sentimentos; se puder ver seus sonhos,
desejos, memórias, imaginações, projeções,
então você não é nenhum deles.
Prossiga eliminando tudo que você possa ver.
Desse modo, um dia, o momento especial chega,
o momento mais significante na vida de uma pessoa,
quando nada resta para ser rejeitado.
Tudo que foi visto desaparece e
somente aquele que vê está ali.
Este observador é o céu vazio.
Conhecer isso é não ter o que temer,
e conhecer isso é estar repleto de amor.
Conhecer isso é ser Deus, é ser imortal.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O que é Macumba?


O texto abaixo, explica de maneira simples do que
se trata a macumba como dito popular,
pois na realidade como o próprio texto diz,
macumba é um instrumento musical (tipo tambor),
vale a leitura.
O comentário do Pai Joaquim no final é excelente.
Macumba, macumbeiro, encosto, olho gordo, mal olhado,

mandinga, etc, etc, etc.
São tantas as palavras para designar as más energias...
e as boas energias?
Não se fala Boacumba, bomcumbeiro, olho magro,
bom olhado, boandinga...
Essas eu realmente não ouvi.
Afinal, é muito mais fácil acreditar que não temos erros

e que a culpa é do encosto.
- Não tenho emprego, meu "chefe me persegue",

minha mulher é uma bruxa, sou bêbado,
os caminhos estão fechados

(essa todo umbandista já ouviu).
Tudo isso é culpa do tal encosto.
Poderosos esses encostos...
Nós esquecemos do nosso livre arbítrio.

Esquecemos que somos imperfeitos.
Esquecemos que erramos,
Esquecemos que estamos vivos para aprender,
crescer em direção ao Criador.
Esquecemos que podemos errar.
"Errar é humano".
Colocar a culpa "nos outros" é feio...

Certamente existem os trabalhos feitos.

As famosas macumbas - diga-se de passagem,
macumba é um instrumento musical -
são simplesmente "bombas" energéticas endereçadas e
programadas para estourar para quem desejamos o mal.
Despachos, galinhas pretas, nome na boca do sapo,

fitas amarradas nas vísceras de alguns animais.
A imaginação desses "pais-de-encosto" é fértil!
Haja criatividade, tempo e pessoas incautas que
se prestam a pagar por esse tipo de "trabalho forte".
Esquecem-se que a maior magia vem do coração,

da alma, do pensamento.
Magia é fazer orações para alguém parar de beber.
É clamar por melhores condições no emprego
(e claro, trabalhar também),
é tentar convencer de que algo è melhor ou pior.

A magia está no pensamento, a nossa vontade.
A pior "macumba" é aquele pensamento fixo

em prejudicar alguém.
Muito mais forte que qualquer trabalho encomendado.
Outro dia, Pai Joaquim do Cruzeiro das Almas,

com seu jeito ineren¬te a todo preto-velho, apenas disse:
"Filho, cada pensamento ruim contra alguém,

é como se fosse um pedaço de carvão que

você pega e tenta atirar num pano limpo,
que está colocado longe de você.
Ao terminar de atirar várias pedras de carvão,
você vai estar mais sujo que o pano."
Em outra ocasião perguntaram a ele se macumba pegava.

A resposta:
"Se o pano estiver muito próximo de quem está
atirando o carvão, então mais sujo ele vai ficar..."
Acho que essas palavras simples e sábias

podem esclarecer o que devemos fazer para
ficarmos imunes às energias de baixa freqüência.
Devemos deixar o "pano" longe do carvão.

Elevar nossos pensamentos, permanecer ligados
ao Grande Mestre.
Reconhecer nossas limitações e tentar eliminá-las.
Viver na alegria.
Cantar em dias ensolarados. Correr na chuva.
Rir, abraçar, beijar, sentir saudades, comemorar,
sentar na praia, conversar com os amigos.
Fazendo isso, estamos fazendo um trabalho forte.
Um trabalho FORTE (com letras maiúsculas).
Fechando nosso corpo das "macumbas".
Quebrando trabalho de feitiçaria "braba"!
Simples não?


(texto: Planeta Umbanda)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sem poupar coração

Não quero mais
Ouvir quem diz
Que o amor é só
Pra ser feliz
Angústia ou paz
Prazer ou dor
Eu quero é mais
Morrer de amor

Eu quero amar demais
Sem poupar coração
Que pra mim o amor que apraz
É uma louca paixão
Um amor só satisfaz
Além da razão.

Composição: Dory Caymmi / Paulo Cesar Pinheiro

Madureza


Só se a sua meditação tiver proporcionado a você
uma luz que brilha sempre à noite,
é que a morte não será morte para você,
mas uma passagem para o divino.
Com a luz no coração, a própria morte é transformada
numa passagem pela qual você adentra o espírito universal:
você se torna um com o oceano.
E a menos que você passe pela experiência oceânica,
terá vivido em vão.
O momento é sempre agora, e a fruta
está sempre pronta para ser colhida.
Só é preciso ter coragem para penetrar
em sua floresta interior.
A fruta está sempre madura, e qualquer momento
é sempre o momento certo.
Não existe essa coisa de momento errado.


Comentário:

Quando a fruta está madura, ela cai da árvore por si mesma.

Num momento, ela pende de um dos galhos da árvore,
cheia de sumo.
No momento seguinte ela cai -
não porque tenha sido forçada a cair,
ou tenha se esforçado para tanto, mas porque
a árvore reconheceu o seu amadurecimento,
e simplesmente a deixou cair.
Quando esta carta aparece em uma leitura,
indica que você está pronto para compartilhar
as suas riquezas interiores, o seu "sumo".
Tudo o que você precisa fazer é relaxar
exatamente onde você está,
e desejar que isso aconteça.
Este compartilhar de você mesmo, essa expressão
da sua criatividade, pode acontecer de muitas maneiras -
no seu trabalho, nos seus relacionamentos,
nas suas experiências de vida diárias.
Não se requer nenhuma preparação ou
esforço especial de sua parte.
Trata-se apenas do momento certo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bênçãos Disfarçadas

O único problema com a tristeza, desesperança,
raiva, desamparo, ansiedade, angústia, miséria,
é que você quer se livrar delas.
Essa é a única barreira.
Você terá que conviver com elas.
Você simplesmente não pode escapar.
Estes são a própria situação na qual
a vida precisa se integrar e crescer.
São os desafios da vida.
Aceite-os, pois são bênçãos disfarçadas.

Nós Somos O Mundo


Quando milhares e milhares de pessoas em todo
o mundo estão celebrando, cantando, dançando,
em êxtase, embriagados pelo sentimento do divino,
não existe nenhuma possibilidade de um suicídio global.
Com essa festividade e com tanto riso, com tanto equilíbrio
e saúde, com tanta naturalidade e espontaneidade,
como poderia acontecer uma guerra?...
A vida lhe foi dada para que você crie,
seja feliz e celebre.
Quando você chora, quando está infeliz, fica sozinho.
Quando está celebrando, a existência inteira
participa com você.
Somente na celebração encontramos o que é

fundamental, o que é eterno.
Somente na celebração ultrapassamos
o círculo do nascimento e da morte.


Comentário:

Aqui, a humanidade é representada como um arco-íris
de seres dançando em volta da mandala da Terra,
com pessoas de mãos dadas e alegres,
gratas pela dádiva da vida.
Esta carta representa um tempo de comunicação e
de compartilhar as riquezas que cada um de nós
traz para o todo.
Aqui não há apego, nenhum sentimento de propriedade.
É um círculo sem medo de sentimentos de inferioridade e
de superioridade.
Quando reconhecemos a fonte comum da nossa humanidade,
as origens comuns dos nossos sonhos e anseios,
das nossas esperanças e dos nossos medos,
tornamo-nos capazes de perceber que estamos
todos juntos no grande milagre da existência.
Quando conseguimos somar nossa enorme riqueza interior
para criar um tesouro de amor e sabedoria que esteja
ao alcance de todos, ficamos todos interligados
no mecanismo único da criação eterna.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Nova Visão


Quando você se abre para o supremo,
imediatamente ele se derrama dentro de você.
Você já não é mais um ser humano comum -
você transcendeu.
Seu insight transformou-se no insight
da existência como um todo.
Agora, você não é mais um ser à parte -
você encontrou as suas raízes.
Não sendo assim - o que é o mais comum -,
as pessoas vão vivendo sem raízes,
sem saber de onde o seu coração continua
recebendo energia, sem saber quem continua
respirando em seu interior, sem conhecer
a seiva da vida que está circulando dentro delas.
Não se trata do corpo, e não se trata da mente -
é alguma coisa transcendental a todas as dualidades,
que se denomina bhagavat - o bhagavat nas dez direções...
O seu ser interior, quando se abre, vivencia
inicialmente duas direções: a altura e a profundidade.
Depois, devagarinho, à medida que vai se acostumando
com essa situação, você começa a olhar em volta,
estendendo-se em todas as outras oito direções.
Quando você alcançar o ponto em que a sua altura e
a sua profundidade se encontram, então,
você poderá olhar em volta, para a própria
circunferência do universo.
A partir desse momento, a sua consciência
começará a desdobrar-se em todas as dez direções,
mas o caminho terá sido só um.

Comentário:

A figura desta carta está nascendo de novo,
emergindo de suas raízes presas a terra e
criando asas para voar em direção ao ilimitado.
As formas geométricas em volta do seu corpo
mostram as muitas dimensões da vida que
estão simultaneamente ao seu alcance.
O quadrado representa a parte física,
o que está manifesto, o conhecido.
O círculo representa o não-manifesto,
o espírito, o espaço puro.
E o triângulo simboliza a natureza trina do universo:
o manifesto, o não-manifesto,
e o ser humano que contém a ambos.
Você está tendo agora uma oportunidade
para enxergar a vida em todas as suas dimensões,
das suas profundezas às alturas.
Elas existem lado a lado, e, quando descobrimos
pela experiência que o escuro e o difícil
são tão necessários quanto o claro e o fácil,
passamos a ter uma perspectiva
muito diferente do mundo.
Ao deixarmos que todas as cores da vida
penetrem em nós, tornamo-nos mais integrados.