Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas.
E você não está neste mundo para viver as minhas.
Você é você, e eu sou eu,
E, se por acaso, nós nos encontrarmos, será ótimo.
Se não, nada se pode fazer. [Pearls]

É importante este desprendimento...isso é liberdade, amor, verdade....
muito além da nossa compreensão, e das nossas possibilidades mortais...
É importante o ato de sabermos que só estamos junto de algo
ou de alguém por que de fato queremos estar...
É importante saber que somos livres para ir e vir...

sexta-feira, 26 de março de 2010

VIDA

“A vida é algo impossível.
Não deveria ser, mas é.
É um milagre que nós existamos,
que as árvores existam.
É realmente um milagre,
porque todo o universo está morto.
Milhões de estrelas e milhões e milhões
de sistemas solares estão mortos.
Somente neste pequeno planeta Terra,
o qual não é nada – se você pensar
em termos de proporção, é apenas
uma partícula de poeira no universo
– somente nele, a vida aconteceu.
Este é o lugar mais afortunado
de toda a existência.
Os pássaros estão cantando,
as árvores estão crescendo,
florescendo,
as pessoas estão amando,
cantando, dançando.
Alguma coisa simplesmente
inacreditável aconteceu”.

O Zen quer vê-lo vivendo, vivendo em abundância,
vivendo na completude, vivendo intensamente
- não em grau mínimo, como pretende a Cristandade,
mas no grau máximo, transbordante.
A sua vida deveria derramar-se até os outros.
A sua felicidade, a sua bem-aventurança, o seu êxtase,
não deveriam ficar confinados dentro de você,
como uma semente.
Deveriam abrir-se como a flor e espalhar sua fragrância
indiscriminadamente - não apenas para os amigos, mas
para os desconhecidos também.
Isso é compaixão verdadeira, amor verdadeiro:
compartilhar a sua iluminação,
compartilhar a sua dança do além.

Comentário:

A Rainha do Arco-Íris é como uma planta fantástica que
atingiu o ápice do seu florescimento e das suas cores.
É muito sensual, muito cheia de vida
e plena de possibilidades.
Estalando os dedos ela acompanha a música do amor,
e o seu colar do zodíaco está colocado de tal maneira
que Vênus repousa sobre o seu coração.
As mangas da sua vestimenta contêm sementes em
abundância, e, à medida que sopra o vento, elas são
espalhadas para criar raízes onde lhes for possível.
Não a preocupa saber se as sementes caem no solo
ou sobre as pedras - ela apenas as vai espalhando
por toda parte, em total celebração da vida e do amor.
Flores caem do alto sobre a sua cabeça, em harmonia
com o seu próprio florescimento, e as águas da emoção
serpenteiam divertidamente sob a flor
em que ela está sentada.
Você poderia sentir-se neste exato momento como
um jardim de flores, regado por bênçãos
vindas de toda parte.
Dê boas-vindas às abelhas, convide os pássaros
a beber do seu néctar.
Espalhe em volta a sua alegria,
para que todos compartilhem dela.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Faça as pequenas coisas da vida
com uma consciência relaxada.
Quando estiver comendo, coma com totalidade
- mastigue com totalidade, saboreie totalmente,
cheire totalmente. Toque no seu pão, sinta a textura.
Cheire o pão, sinta o sabor.
Mastigue-o, deixe-o dissolver-se no seu ser,
e permaneça consciente - você estará meditando.
E então meditação não estará separada da vida.
Sempre que a meditação é separada da vida,
algo está errado. Ela se torna negação da vida.
Nesse caso a pessoa começa a pensar em ir para
um monastério ou para uma caverna no Himalaya.
Assim a pessoa quer fugir da vida, porque a vida
parece ser uma distração da meditação.
A vida não é uma distração,
vida é uma ocasião para meditação.



Existem dois tipos de criadores no mundo:
um deles trabalha com objetos - um poeta,
um pintor, trabalham com objetos e criam coisas;
o outro tipo de criador, o místico, cria a si mesmo.
Ele não trabalha com objetos, trabalha com o subjetivo;
trabalha em si mesmo, no seu próprio ser.
Este é o verdadeiro criador, o verdadeiro poeta,
porque transforma a si mesmo numa obra-prima.
Você leva uma obra-prima escondida dentro de si,
mas você mesmo está obstruindo o caminho.
Dê um passo para o lado, e a obra de mestre será revelada.
Cada um de nós é uma obra-prima, porque Deus
nunca gera coisa alguma menor do que isso.
Cada qual carrega escondida essa obra de arte
por muitas vidas, sem saber quem é, e tentando apenas
superficialmente tornar-se alguém.
Abandone a idéia de vir a ser alguém,
porque você já é uma obra-prima.
Você não pode ser aperfeiçoado.
Você tem apenas de se aproximar dela,
de conhecê-la, de percebê-la.
Deus criou você com suas próprias mãos;
você não pode ser aperfeiçoado.

Comentário:


O mestre Zen, nesta carta, domesticou a energia do fogo e
é capaz de utilizá-la para fins criativos,
em vez de usá-la para a destruição.
Ele nos convida a reconhecer e a participar com ele,
da compreensão que é própria dos que estabeleceram
seu domínio sobre os fogos da paixão, sem reprimi-los,
mas também sem permitir que eles se tornem
destrutivos e desequilibrados.
Ele é tão integrado que já não há qualquer diferença entre
quem ele é por dentro, e quem ele é no mundo exterior.
Esta dádiva da compreensão e integração,
ele oferece a todos aqueles que o procuram:
a dádiva da luz criativa que flui do centro do seu ser.
O Rei do Fogo nos diz que qualquer coisa a que
nos proponhamos agora, com o entendimento que
vem da maturidade, trará enriquecimento
à nossa vida e à vida de outras pessoas.
É tempo de expressar-se utilizando quaisquer habilidades
que você tenha, o que quer que você tenha aprendido
com a sua própria experiência de vida.

quarta-feira, 24 de março de 2010

"belicosa"



"Descobri que o que traz alegria à vida não é
ser querido e admirado por outras pessoas.
A alegria vem do fato de que eu mesma possa
amar e admirar qualquer coisa que me pareça
especial, boa e bela, em meu céu, em meus
amigos, em minha alma..."
****************************
"Quando você oferta economicamente,
é recompensado economicamente.
Quando dá mundos,
recebe em abundância."

Cíclico e perfeito!

Nascer, viver e morrer nada mais são do que ciclos de uma
mesma intenção: a de existência absoluta de tudo o que
fomos, somos e seremos, até o infinito inimaginável.
A perfeita e inevitável ciclicidade do amor, dos amores,
das experiências amorosas, dos encontros sedentos de
uma força amorosamente poderosa, a ponto de desfazer
todos os medos e libertar toda a ousadia de amar...
Impossível seria falar de ciclos, perfeição e amor sem fazer
referência aos mais inspiradores e absolutos ciclos da
natureza: as 4 facetas do tempo, dos elementos,
das temperaturas e dos temperamentos.
Primavera, verão, outono e inverno, começam e recomeçam,
sem nunca terminar, como se dançassem – vida e amor –
num deslizar constante sobre o chão do mundo,
no sutil compasso do criador, num ininterrupto desabrochar,
florescer, murchar e morrer, tão belamente,
tão magnificamente, embora quase nunca consigamos perceber...
Porque, infelizmente, nos apegamos, atribuímos pesos e
medidas ao que não nos cabe mensurar.
Porque nem notamos o espetáculo que pulsa
em cada um de nós.
Se sentíssemos... cada ciclo... e a cada um deles
nos entregássemos completa e irrestritamente,
desfrutaríamos do que pode haver de mais inebriante...


Primavera... olhar... o encantamento...
o despertar da semente, do amor em potencial...

Verão... encontrar... a paixão... o fogo que arde e fertiliza...
floresce num gozo de vida, cheio de sol...
amor feito lava de vulcão em chamas...

Outono... desfolhar... o despedaçar para encontrar-se nu,
desnudo, esvaziado de ego, de expectativas,
de ilusões baseadas em cores, formas, flores... amor maduro.
O outono é, a estação mais bela do amor...
quando o que permanece é a essência, a visão clara do que
cada um é, com todo seu tenebroso
esplendor, como é o amor...

E, por fim, o inverno... a interiorização... a introspecção,
a sabedoria do desfecho, a beleza oculta da morte...
Mas não a morte do fim.
Nunca o fim! Sempre o recomeço.
Uma maravilhosa oportunidade de tornar nova todas
as sensações, todos os sonhos, todos os sentidos,
toda forma de amor...


Porque tudo é divinamente cíclico e perfeito!


um ciclo já se completa.....
Rosana Braga